Completamente entregue ao non sense.

sábado, 1 de maio de 2010

Elegia

Há coisas que a gente não sabe nunca o que fazer
[com elas...
Uma velhinha sozinha numa gare.
Um sapato preto perdido do seu par: símbolo
Da mais absoluta viuvez.
As recordações das solteironas.
Essas gravatas
De mau gosto tocante
Que nos dão as velhas tias.
As velhas tias.
Um novo parente que se descobre.
A palavra "quincúncio".
Esses pensamentos que nos chegam de súbito
[nas ocasiões mais impróprias.
Um cachorro anônimo que resolve ir seguindo a gente
[pela madrugada na cidade deserta.
Este poema, este pobre poema
Sem fim...

Mario Quintana

segunda-feira, 5 de abril de 2010

tudo sobre o nada

Ao final, o que nos resta é escrever.

Escrever da vida, escrever de nada,
escrever poesia, escrever piada.
Só escrever.
Somente.
Só.

Da parceria das estrelas ao novo firmamento.
Da alegria do sorriso ao simples apelo do não.

A magia do circo.
O choro do picadeiro.
À beleza, menino.
O som do coração.

terça-feira, 30 de março de 2010

Felicidade subversiva

- Calma minhas estrelas, eu já estou a caminho.




A brincadeira do contente é cuidar do jardim e começar a enxergar as primeiras borboletas. É saber que tudo tem sua hora e que o tempo de colheita está por vir. E você sabe que nascerão frutos, ótimos frutos, pois assim deseja. Deseja mais forte possível. As estrelas ainda estão por detrás das nuvens, mas está chegando o momento da calmaria. Você sabe porque você acredita.

O maior desejo é que todos tenham momentos sublimes feito estes. E, ainda assim, a felicidade existe, apesar de não estar completa. Os desejos não estão realizados. Mas a consciência tranquila nos mostra que não precisamos de muito para chegarmos lá.


"- Você é muito "eu".
- Eu sou muito eu ou eu sou muito você?
- Você é muito você, por isso você é muito "eu".
- Ah, sim. Partindo da visão de que eu preciso somente de mim para ser feliz, sim, eu sou muito eu".



Não há nada, em todo o universo, que impeça você de ser você mesmo. E alcançar a desejada felicidade através disso. A verdadeira felicidade. A verdadeira sublimidade.


Tenho muitas coisas a conquistar.
Oh, como tenho.
Mas, o mais importante, eu já compreendi.

Ser feliz é um assunto particular, de mim para eu (mesmo).




Que sejamos todos felizes.

E sem o menor motivo para isso.

.



quarta-feira, 17 de março de 2010

Sobre pintos e flores

Cara,

por que as coisas estão assim?
Por que as pessoas não conseguem mais respeitar as outras?
Quem são esses indivíduos, estes formadores de opinião que só sabem falar sobre pinto e fuder os outros?
Que opinões eles poderão formar?
Quem são estes seres humanos que não tem a mínima capacidade de, já que não conseguem ficar calados, escrever coisas que não violem os direitos dos outros? Poderíamos mesmo chamá-los de seres humanos? poderíamos mesmo classificá-los de alguma forma?

"Quanto mais conheço os homens, mais gosto do meu cachorro."

Quem são estes futuros profissionais que irão contribuir ainda mais para este mundo doente?
Qual é o real significado da universidade, da formação?
Como um lugar que deveria servir para universalisar os conhecimentos de uma pessoa, tirar as limitações de uma vida ignorante pode se tornar algo tão irrisório?

Será mesmo que o nosso destino é suportar pessoas que não tem o mínimo de raciocínio e consciência?
Pessoas que não se importam com nada, apenas com o que lhes convém?



Filhos do "proibidão", do Big Brother e de um mundo alienado.


Perdoe-os. Eles não sabem o que fazem.


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Texto feito apartir da minha indignação da atual fase da parede da escadinha do prédio 13. Lugar antes reservado para críticas construtivas, para incitar a reflexão ou mesmo para divertir os transeuntes, tranformou-se num espaço para pintos. Pintos de todods os tamanhos, de todos os jeitos, com a unica finalidade de incitar a putaria, a violência e a violação dos direitos do próximo. Meninos, ou meninas, estudantes de comunicação social, possíveis futuros formadores de opinião que tem por único objetivo fazer uma brincadeira de mal gosto e que se divertem intensamente com isso. Moleques que não tem o mínimo de consciência do que está acontecendo à sua volta e que fazem de tudo para que o mundo adoeça cada vez mais. Falta de respeito, desigualdade, humilhação. Pessoas que realmente tem muito a contribuir para o fracasso da humanidade.

Dagmar Teixeira Bedê
Estudante do 8º período da Faculdade de Comunicação e (Artes?)

quarta-feira, 10 de março de 2010

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"Oh, Senhor Cidadão,

eu quero saber com

quantos quilos de medo

se fazem uma

tradição
?"






crédito: artista desconhecido